Minha mãe parada, olhando para mim, minha irmã chorando e eu... Bom, não me lembro o que estava fazendo, só me lembro da ira, das lágrimas e do silêncio que me dominou!
Ninguém pode entender o que passou pela minha cabeça, o sentimento que me dominou, nem eu mesmo consigo entender o que foi que aconteceu naquela noite. Vou tentar me lembrar da noite em que tudo mudou, mas antes vou contar o que me levou a fazer tudo aquilo.
Lembro-me de quando o sinal da escola batia, todos os meus amigos iam para suas casas com seus heróis, e eu sempre esperava o meu, com a esperança que ele ia aparecer para me buscar. Foram tantas manhãs de escuridão, de decepção.
Chegava em casa sozinho, e ficava mais triste em saber que o motivo pelo qual ele não apareceu para me buscar foi ela... A bebida.
Minha mãe tentava me consolar, me animar, mas eu via no seu olhar a tristeza, o desespero que ela sentia ao ver seus filhos ainda pequenos sem pai, com lágrimas no rosto ao saber que não tinha almoço, pois o papai gastou o dinheiro no bar do Zé.
Ele sempre chegava nervoso, mas nunca soube com que. Minha mãe tentava acalmá-lo com seu amor, com seu carinho, mas ele retribuía com tapas, com palavrões.
Tentava tirar ele de cima dela... Inútil. Minha tentativa só gerou socos em meu corpo. Mas o pior soco, era ver no rosto de minha mãe aquelas lágrimas escorrer, deixando feridas em seu coração.
Todos os dias eram iguais, nunca mudava, nunca recebi um abraço dele, um parabéns pelo meu emprego, um miserável sorriso.
Ele tirou tudo de mim, tirou minha infância, minha comida, meu sorriso...
Tudo isso me revoltava, pensava em alguma saída, em alguma forma de mudar tudo aquilo, em algum jeito de fazer minha mãe sorrir.
Percebi que não havia nada que eu pudesse fazer para devolver à minha mãe a felicidade, e aquela certeza me dominava de tal forma que perdi o controle de mim mesmo e fiz aquilo...
Não aguentava ver o inferno que minha mãe vivia, então resolvi não ver mais nada, tirei minha vida assim como meu querido herói tirou a felicidade daquela família.
Lembro-me de minha mãe parada, olhando para mim, minha irmã chorando e eu derramando minhas últimas lágrimas de sangue olhando para meu querido herói!
Jéssica Ramos Bastos
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
" O Rio de Janeiro continua lindo"
Altas horas da noite, não consigo dormir, minha mulher deitada protegendo nosso filho de apenas três anos, eu andando pela casa vazia e minha cachorra latindo naquele silêncio frio.
O vento batendo na janela quebrada entra pelo buraco que há, e faz um barulho agonizante, que nos deixa paralisados naquele lar inseguro.
Não sei o que é pior, aquele som oco que nos arrepia, ou aquele silêncio que nos agoniza.
O mar, o latido da cachorra, o barulho dos passos, o choro de Artur, a voz de minha mulher e o meu silêncio...
Como pode, em uma terra tão linda, com um mar divino, uma beleza única, existir tantos choros, tantas mortes, tantas noites de agonia?
Mais um momento de silêncio, não ouço nada, apenas o som oco daquela perdida encontrando a pessoa errada.
O mar, o latido da cachorra, o barulho dos passos, o grito de minha mulher, e o meu coração batendo, invadem minha casa, mas sem o choro de Artur. Mais uma vez a violência levou uma pessoa inocente.
Olho para o Cristo e pergunto, qual é o motivo de tanta violência, por que tantas pessoas inocentes se vão?
" O Rio de Janeiro continua lindo" ?
Jéssica Ramos Bastos
O vento batendo na janela quebrada entra pelo buraco que há, e faz um barulho agonizante, que nos deixa paralisados naquele lar inseguro.
Não sei o que é pior, aquele som oco que nos arrepia, ou aquele silêncio que nos agoniza.
O mar, o latido da cachorra, o barulho dos passos, o choro de Artur, a voz de minha mulher e o meu silêncio...
Como pode, em uma terra tão linda, com um mar divino, uma beleza única, existir tantos choros, tantas mortes, tantas noites de agonia?
Mais um momento de silêncio, não ouço nada, apenas o som oco daquela perdida encontrando a pessoa errada.
O mar, o latido da cachorra, o barulho dos passos, o grito de minha mulher, e o meu coração batendo, invadem minha casa, mas sem o choro de Artur. Mais uma vez a violência levou uma pessoa inocente.
Olho para o Cristo e pergunto, qual é o motivo de tanta violência, por que tantas pessoas inocentes se vão?
" O Rio de Janeiro continua lindo" ?
Jéssica Ramos Bastos
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Fada maldita
Minha história, como muitas outras, foi um pouco modificada para alegrar as crianças. Mas esse não é o verdadeiro significado que ela tem. Quero que minha história mostre o verdadeiro sentido que tem, deixando na memória de todos, o sofrimento que passei.
Um homem, sabendo que a história de uma pobre mulher negra não faria sucesso naquela época, transformou minha história em um conto feliz. Mas vou contar a verdadeira história, sem mágica, sem príncipe e sem sapatos.
Sou uma mulher negra, fui vendida para um fazendeiro branco, como diz no conto meu príncipe. Era obrigada a fazer serviços pesados todos os dias, e ainda tinha que aguentar as mãos pesadas de meu dono em meu corpo durante noite.
Suas filhas não podiam me ver parada, descansando minhas pernas que de dia sofriam com a faxina na casa e de noite sofria com a agressividade do sinhô.
Quando li o conto, encontrei uma coisa que era verdade. Os ratinhos eram meus amigos, eles me faziam companhia durante a noite quando tentava esquecer a minha vida naquele chão duro da senzala.
Quando contei minha história para o homem que escreveu o conto, disse que tinha um sonho, queria ser livre, ou esquecer, pelo menos por uma noite, todos os sofrimentos que passei, e não sentir as mãos de meu sinhô passando por mim.
Esse mesmo homem transformou meu sonho em uma carroça mágica, tinha até um vestido lindo para vestir na noite em que seria a mulher negra mais feliz, mas até minha cor ele mudou. Se eu tivesse contado minha história para Castro Alves ou para o Sérgio Vaz, talvez, pelo menos, minha cor seria verdadeira.
Dizem que esse dia chegou, que hoje sou livre ou que o sapato de cristal coube em mim. Não tenho tanta certeza, ainda durmo no chão, os ratos me fazem companhia e não tenho nenhum sapato de cristal. Mas uma coisa foi boa, não tenho mais que aguentar meu príncipe encantado me fazendo sua escrava nas noites frias em que só ele sente o calor do meu corpo.
Ah... Esqueci de me apresentar, meu nome é Cinderela.
Jéssica Ramos Bastos
Um homem, sabendo que a história de uma pobre mulher negra não faria sucesso naquela época, transformou minha história em um conto feliz. Mas vou contar a verdadeira história, sem mágica, sem príncipe e sem sapatos.
Sou uma mulher negra, fui vendida para um fazendeiro branco, como diz no conto meu príncipe. Era obrigada a fazer serviços pesados todos os dias, e ainda tinha que aguentar as mãos pesadas de meu dono em meu corpo durante noite.
Suas filhas não podiam me ver parada, descansando minhas pernas que de dia sofriam com a faxina na casa e de noite sofria com a agressividade do sinhô.
Quando li o conto, encontrei uma coisa que era verdade. Os ratinhos eram meus amigos, eles me faziam companhia durante a noite quando tentava esquecer a minha vida naquele chão duro da senzala.
Quando contei minha história para o homem que escreveu o conto, disse que tinha um sonho, queria ser livre, ou esquecer, pelo menos por uma noite, todos os sofrimentos que passei, e não sentir as mãos de meu sinhô passando por mim.
Esse mesmo homem transformou meu sonho em uma carroça mágica, tinha até um vestido lindo para vestir na noite em que seria a mulher negra mais feliz, mas até minha cor ele mudou. Se eu tivesse contado minha história para Castro Alves ou para o Sérgio Vaz, talvez, pelo menos, minha cor seria verdadeira.
Dizem que esse dia chegou, que hoje sou livre ou que o sapato de cristal coube em mim. Não tenho tanta certeza, ainda durmo no chão, os ratos me fazem companhia e não tenho nenhum sapato de cristal. Mas uma coisa foi boa, não tenho mais que aguentar meu príncipe encantado me fazendo sua escrava nas noites frias em que só ele sente o calor do meu corpo.
Ah... Esqueci de me apresentar, meu nome é Cinderela.
Jéssica Ramos Bastos
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Positivo
Que alegria quando deu positivo, quando soube que uma criança estava crescendo dentro de mim, que eu iria ser responsável pelo nascimento de uma nova esperança para esse mundo.
Fiz tantos planos... Pensei no nome, fiquei imaginando ter uma criança, a minha criança, em meus braços.
Imaginei o sorriso angelical,o olhar sincero, as mãos tão frágeis, seu coração batendo, o choro desesperado, pedindo meu abraço para sentir-se protegido... Nossa, proteger alguém, como será que é ter esse poder de proteger um ser humano tão puro?
Nove meses sentindo você em meu corpo, sentindo você crescer, sentindo tudo por você. Nove meses de felicidade total, me sentindo completa com você pertinho de mim.
Um mundo tão cruel, tão injusto não destruiu a felicidade que senti naquela noite tão dolorosa, quando te coloquei no mundo.
Ter você no meu colo, me fez esquecer de toda a violência, de toda a sujeira que existe no mundo. Mas toda essa violência e sujeira que esqueci por algum tempo, você as fizeram presentes em minha mente por muitas noites.
Tudo o que senti durante nove meses, você destruiu em poucos dias. Meus planos desapareceram, o poder de proteger alguém acabou, não sentia alguém crescendo perto de mim.
Tudo mudou, não é como ter você dentro de mim. Seu sorriso que era angelical, tornou-se um sorriso frio, seu olhar sincero, tornou-se um olhar triste, suas mãos frágeis, tornaram-se mãos violentas ,e o seu choro... Você não chora...
Muitas noites pedi para que Deus tirasse você dessa vida suja, pedi que você nunca mais fizesse lágrimas caírem dos olhos das pessoas, que você não derramasse mais sangue pelo corpo de alguém, que de alguma maneira você não fizesse mal para as pessoas. Mas não imaginei que iria ser desta forma...
Mais uma vez, tudo mudou. Você não sorri, seus olhos estão molhados com lágrimas de desespero, suas mãos estão frágeis, você está em meu colo pedindo proteção... Mas eu não posso mais te proteger, seu coração não bate mais.
Jéssica Ramos Bastos
Fiz tantos planos... Pensei no nome, fiquei imaginando ter uma criança, a minha criança, em meus braços.
Imaginei o sorriso angelical,o olhar sincero, as mãos tão frágeis, seu coração batendo, o choro desesperado, pedindo meu abraço para sentir-se protegido... Nossa, proteger alguém, como será que é ter esse poder de proteger um ser humano tão puro?
Nove meses sentindo você em meu corpo, sentindo você crescer, sentindo tudo por você. Nove meses de felicidade total, me sentindo completa com você pertinho de mim.
Um mundo tão cruel, tão injusto não destruiu a felicidade que senti naquela noite tão dolorosa, quando te coloquei no mundo.
Ter você no meu colo, me fez esquecer de toda a violência, de toda a sujeira que existe no mundo. Mas toda essa violência e sujeira que esqueci por algum tempo, você as fizeram presentes em minha mente por muitas noites.
Tudo o que senti durante nove meses, você destruiu em poucos dias. Meus planos desapareceram, o poder de proteger alguém acabou, não sentia alguém crescendo perto de mim.
Tudo mudou, não é como ter você dentro de mim. Seu sorriso que era angelical, tornou-se um sorriso frio, seu olhar sincero, tornou-se um olhar triste, suas mãos frágeis, tornaram-se mãos violentas ,e o seu choro... Você não chora...
Muitas noites pedi para que Deus tirasse você dessa vida suja, pedi que você nunca mais fizesse lágrimas caírem dos olhos das pessoas, que você não derramasse mais sangue pelo corpo de alguém, que de alguma maneira você não fizesse mal para as pessoas. Mas não imaginei que iria ser desta forma...
Mais uma vez, tudo mudou. Você não sorri, seus olhos estão molhados com lágrimas de desespero, suas mãos estão frágeis, você está em meu colo pedindo proteção... Mas eu não posso mais te proteger, seu coração não bate mais.
Jéssica Ramos Bastos
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Um cigarro
Três horas da madrugada, acordo com aquele barulho seco que tomou conta de todo este lugar sem esperanças.
Deito-me novamente, mas os pensamentos voam longe e não me deixam dormir. Penso em minha vida, penso se algum dia sairei deste lugar, se algum dia terei uma vida melhor, longe de tanta miséria.
Quando os tiros e meus pensamentos se calam , consigo dormir, mas não por muito tempo, pois outro barulho soa no ar daquele quarto de madeiras. Os gemidos de minha querida mamãe de 50 anos me atormentam e me fazem levantar.
Dona Joana, uma pobre senhora negra, escrava da miséria, que sofre fortes dores causada pelos socos da vida. Não há nada que eu possa fazer para tirar a dor daquela pobre mulher, então me levanto e acendo um cigarro e caminho até a janela.
Aqueles pensamentos de como sairei deste lugar não me perturbam mais, agora são outros que torturam minha mente. Penso em minha mãe, no trabalho que ela teve para me criar sozinha. Penso em sua vida sofrida, nas faxinas que ela teve que fazer para comprar um quilo de arroz e um quilo de feijão para me alimentar. Penso nas noites que ela enfrenta com dores e gemidos.
Queria tirar minha mãe deste lugar, dar à ela um lugar mais limpo, uma cama mais confortável e um cobertor que a aquecesse nas noites frias. Mas como vou tira-la daqui? Ganho um salário mínimo e ainda tenho que fazer hora extra para comprar os remédios dela.
Olho para o lado e me sinto pior,vejo o Biro na esquina, às três e meia da madrugada com outros caras colocando fogo na latinha de coca-cola e ao mesmo tempo em sua própria vida.
Fumo outro cigarro e vou deitar, afinal amanhã é dia de fazer hora extra para comprar o remédio de Dona Joana.
Jéssica Ramos Bastos
Deito-me novamente, mas os pensamentos voam longe e não me deixam dormir. Penso em minha vida, penso se algum dia sairei deste lugar, se algum dia terei uma vida melhor, longe de tanta miséria.
Quando os tiros e meus pensamentos se calam , consigo dormir, mas não por muito tempo, pois outro barulho soa no ar daquele quarto de madeiras. Os gemidos de minha querida mamãe de 50 anos me atormentam e me fazem levantar.
Dona Joana, uma pobre senhora negra, escrava da miséria, que sofre fortes dores causada pelos socos da vida. Não há nada que eu possa fazer para tirar a dor daquela pobre mulher, então me levanto e acendo um cigarro e caminho até a janela.
Aqueles pensamentos de como sairei deste lugar não me perturbam mais, agora são outros que torturam minha mente. Penso em minha mãe, no trabalho que ela teve para me criar sozinha. Penso em sua vida sofrida, nas faxinas que ela teve que fazer para comprar um quilo de arroz e um quilo de feijão para me alimentar. Penso nas noites que ela enfrenta com dores e gemidos.
Queria tirar minha mãe deste lugar, dar à ela um lugar mais limpo, uma cama mais confortável e um cobertor que a aquecesse nas noites frias. Mas como vou tira-la daqui? Ganho um salário mínimo e ainda tenho que fazer hora extra para comprar os remédios dela.
Olho para o lado e me sinto pior,vejo o Biro na esquina, às três e meia da madrugada com outros caras colocando fogo na latinha de coca-cola e ao mesmo tempo em sua própria vida.
Fumo outro cigarro e vou deitar, afinal amanhã é dia de fazer hora extra para comprar o remédio de Dona Joana.
Jéssica Ramos Bastos
domingo, 4 de julho de 2010
Uma outra casinha
O papai me disse que vai ser só um pouquinho, que eu tenho que estar aqui para o meu bem e para o bem de algumas pessoas, como do meu irmãozinho e do meu outro papai. Ele falou que eu tenho que sempre estar forte, que eu tenho que ser uma boa menina, com o coraçãozinho bom e que eu tenho que ter muita paciência.
Todos os dias eu peço pra Ele me buscar, falo pra Ele que essa nova casa é muito chata e feia. Só tem gente chorando, criancinhas do meu tamanho com fome, famílias brigando... Um dia eu vi um garotinho fumando um negócio que tinha um cheiro ruim, depois ele ficou com o rostinho triste... coitadinho do menino!
Aqui tem uma tela grandona que as pessoas chamam de... como que é? Televisão! É, é esse o nome... Eles ficam horas e horas olhando pra ela e esquecem de tudo.
Quando passa desenho, é legal... Mas minha outra mamãe não brinca mais comigo, meu outro papai não conversa mais com a gente.
Não tem nada pra fazer aqui nessa nova casa... Eu fico o dia inteiro pedindo pro Papai me levar pra minha casa de verdade. Ele falou que ainda não está na hora, que eu ainda tenho que fazer algumas coisinhas aqui, que algumas pessoas precisam de mim, e que eu tenho que aprender algumas coisas aqui. Ele falou que eu vou ter que esperar mais um bocadinho.
Então tá... eu espero só mais um pouquinho ... mas Papai, não demora muito, tá bom? Eu quero ir pra casa...
Jéssica Ramos Bastos
Todos os dias eu peço pra Ele me buscar, falo pra Ele que essa nova casa é muito chata e feia. Só tem gente chorando, criancinhas do meu tamanho com fome, famílias brigando... Um dia eu vi um garotinho fumando um negócio que tinha um cheiro ruim, depois ele ficou com o rostinho triste... coitadinho do menino!
Aqui tem uma tela grandona que as pessoas chamam de... como que é? Televisão! É, é esse o nome... Eles ficam horas e horas olhando pra ela e esquecem de tudo.
Quando passa desenho, é legal... Mas minha outra mamãe não brinca mais comigo, meu outro papai não conversa mais com a gente.
Não tem nada pra fazer aqui nessa nova casa... Eu fico o dia inteiro pedindo pro Papai me levar pra minha casa de verdade. Ele falou que ainda não está na hora, que eu ainda tenho que fazer algumas coisinhas aqui, que algumas pessoas precisam de mim, e que eu tenho que aprender algumas coisas aqui. Ele falou que eu vou ter que esperar mais um bocadinho.
Então tá... eu espero só mais um pouquinho ... mas Papai, não demora muito, tá bom? Eu quero ir pra casa...
Jéssica Ramos Bastos
terça-feira, 4 de maio de 2010
Sentimento momentâneo
Estou aqui, sozinha nesse silêncio. Silêncio nessa sala fria e silêncio dentro de mim!
Essa agonia me invade o peito, me deixando inquieta, nervosa e triste...
Só penso em uma coisa, as outras o vento passou por mim, levou e deixou o frio comigo!
Preciso de você para acabar com esse silêncio, para tranformar a tristeza em paz e para me AQUECER, me fazer sentir o quente.
Cadê você?
Não sei...
“ Não sei qual foi o motivo ou sentimento que me fez escrever isso! Pode parecer besteira para alguns, mas para mim, é muito importante colocar esse sentimento desconhecido para fora... não importando a forma, seja escrevendo, gritando, chorando, cantando, pulando, rindo ou fazendo alguma outra loucura, mas sinto essa necessidade de me expressar de alguma forma, mesmo que seja sem sentido para alguns!”
Jéssica Ramos Bastos
Essa agonia me invade o peito, me deixando inquieta, nervosa e triste...
Só penso em uma coisa, as outras o vento passou por mim, levou e deixou o frio comigo!
Preciso de você para acabar com esse silêncio, para tranformar a tristeza em paz e para me AQUECER, me fazer sentir o quente.
Cadê você?
Não sei...
“ Não sei qual foi o motivo ou sentimento que me fez escrever isso! Pode parecer besteira para alguns, mas para mim, é muito importante colocar esse sentimento desconhecido para fora... não importando a forma, seja escrevendo, gritando, chorando, cantando, pulando, rindo ou fazendo alguma outra loucura, mas sinto essa necessidade de me expressar de alguma forma, mesmo que seja sem sentido para alguns!”
Jéssica Ramos Bastos
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